Quando
falamos do estudo do modo de vida da humanidade, falamos de Antropologia, termo
originário do grego anthropos (homem)
e logos (teoria ciência), e no caso da Educação, estudamos o
modelo de cidadão a ser formado, que no decorrer do tempo foi sendo alterado.
No inicio a visão era a essencialista, que via no ser uma essência imutável.
Platão acreditava que a verdadeira educação libertaria o ser e mostraria a
essência verdadeira no mundo das ideias, enquanto Aristóteles em suas obras,
dizia que a educação deveria ser voltada para a formação do cidadão, bom e
dotado de qualidades para compor a cidade. Nesse mesmo pensamento de
Aristóteles, temos São Tomás de Aquino, que adaptou suas obras para a moral
católica cristã, voltada para a fé e a vida após a morte. Com o fim da era
Medieval, surge a concepção Naturalista (Científica) que enxerga apenas o
conhecimento científico como o único válido, e busca uma educação voltada para
o desenvolvimento tecnológico e de controle da natureza. Nessa visão o homem é visto
como uma maquina, surgem diversas teorias que reforçam essa ideia, como o
Behaviorismo (Watson, Skinner) e o Positivismo (Comte). O Naturalismo enxerga
na pessoa uma maquina, e não reconhece a subjetividade do ser, seus sentimentos
e sua história de vida, então contradizendo essa visão, surge a concepção
Histórico –Social, que tem inicio com Rosseau e Hegel, com ideia que somos
seres no tempo, e que nossa história é
resultado do nosso desenvolvimento, diante disso surge o construtivismo, que
coloca o aluno no foco da educação.
Na
educação existem varias visões sobre o conhecimento, estudado pela Epistemologia,
do grego episteme (ciência), que nada
mais é, que a teoria do conhecimento, no nosso caso, a teoria do conhecimento
pedagógico. A fonte de todo esse conhecimento possui duas tendências que
marcaram a reflexão filosófica, o Inatísmo (Racionalismo) de Descartes, e o
Epirísmo de Locke. O inatismo identifica o conhecimento como Inato, já presente
na alma, e utiliza como base para a sua teoria o pensamento, que gerado pela
razão, seria a prova da existência do espirito (Penso, Logo Existo). Em
contradição a essa concepção o Epirísmo de Locke, coloca a produção do
conhecimento a partir do experimento, no caso, seriamos como uma tabula rasa, e
só através da vivencia (sensação) produziríamos o conhecimento (reflexão).
Essas concepções são muito contestadas, pelos que acreditam numa visão
contemporânea, que respeita o nível de conhecimento do individuo, e busca criar
situações para o melhor desenvolvimento do ser.
Como
seres com diferentes histórias e vivencias, produzimos valores, e identificamos
algo que não é indiferente para as nossas ações, formando opiniões e
identificando prioridades. Para discutirmos esse assunto utilizamos a Axiologia,
do grego axia (valor de alguma
coisa), que é a teoria dos valores. Nossos valores estão em tudo o que fazemos,
eles são produzidos pelas nossas relações com o mundo e pela herança deixada pelos
nossos antepassados. Ao falar de valores, identificamos na educação três essências,
a Educação Moral, Educação política e a Educação Estética. A Educação Moral
seria a apropriação real do conhecimento para a formação de um cidadão crítico,
capaz de rever valores herdados e estabelecer mudanças carregadas de
solidariedade e reciprocidade. A Educação Política deve formar a pessoa para a
real cidadania, fazendo-o enxergar seus direitos e deveres e sua importância na
vida política na sociedade. E por fim a Educação Estética deve buscar através
da arte a ampliação da visão de mundo e do reconhecimento das subjetividades do
ser, e fazendo com que seja capaz a criação de novas relações entre os
sentidos.
